segunda-feira, 24 de agosto de 2009

tirando a teia. (2)

Preciso começar a estabelecer uma meta de postagem para o blog. Nem que seja uma vez por semana. Não quero que o lunchtime. seja mais um blog no meu cemitério de blogs.

Bom, no último post eu falei de alguns filmes que eu vi nas férias. Nesse eu vou falar dos seriados que tomaram conta de grande parte das férias.

- House M.D.: sempre fui apaixonada por House, mas nunca tinha conseguido assistir todas as temporadas em sequência e nem comecei a ver a 5ª temporada. Inclusive, essa última eu achei muito emotiva e tensa, o que nunca teve muito no seriado. Acho que já tinha feito um comentário em um post mais antigo. Serviu para reforçar o meu amor pelo Greg. 5 estrelinhas!
- Greek: terminei de ver a 1ª temporada e já vi a 2ª. Tudo bem que a série é bem água com áçucar, mas acho muito divertida, principalmente graças ao Cappie que é a diferença em mais um seriado sobre faculdade. 3 estrelinhas
- Pushing Daisies: já tinha me interessado pela série há algum tempo, mas só agora fui assistir. Inclusive já até sabia que ela tinha sido cancelada e no final fiquei com muita raiva por causa disso. Chuck e Ned são fofos, adoro o Emerson, sem contar o figurino que eu acho maravilhoso - quero todos os vestidos de Chuck para mim. Acho válido um retorno. 4 estrelinhas
- Six Feet Under: esse já ganhou um post só dele aqui no blog, então acho que não tem muito mais o que falar. O melhor series finale do mundo! 5 estrelinhas!
- Nightmares & Dreamscapes: outro que eu já queria ver há algum tempo. Sempre fui fã de Stephen King e em geral gosto dos filmes baseados em contos ou livros. Não me decepcionei com a série. Pena que são só 8 episódios e deixa todo mundo com vontade de mais. Destaque para o 1º episódio Battlefield, estrelado pelo William Hurt que não abre a boca em nenhum dos 50 minutos e ainda assim sabe como deixar o episódio incrível. 5 estrelinhas!
- The Mentalist: amo seriados de investigação. Esse me pareceu uma coisa meio CSI - sem as cenas de laboratório -, misturado com House - sem a parte médica. É muito bom e eu recomendo, até porque agora que ele vai para a 2ª temporada. Achei completamente do mal os episódios sobre o Red John. 4 estrelinhas
- The Best Years: outro seriado de faculdade, mas esse é bem ruinzinho, tanto que foi cancelado ao final da 1ª temporada. Eu tinha assistido alguns episódios aleatórios e resolvi assistir tudo. Mais clichê, impossível. -3 estrelinhas ¬¬
- Sex and the City: esse é outro que eu sempre adorei, mas nunca assisti em sequência. É muito bom, mesmo abordando coisas que eu não aprovo, porque é sempre muito bem exposto. Amo Mr. Big e Carrie, sempre torci por eles. Também tem um series finale incrível. E vale também ver o filme logo em seguida. 5 estrelinhas!

Ainda tenho alguns seriados aqui na lista, mas eu comento assim que acabar de ver.
Fora isso, início das aulas, arrasei no boletim desse bimestre e graças à Santa Nanami eu tenho dois livros a menos para ler nesse semestre: A sangue frio, do Truman Capote (risos) e Hamlet, de William Shakespeare (risos infinitos). Dica: nem são meus livros favoritos...
Sem contar meu cisto dando sinal de vida, mas que já foi devidamente contido.

eddie vedder - long nights

domingo, 9 de agosto de 2009

tirando a teia.

Muitas coisas aconteceram desde o último post. Já fui em São Paulo, já voltei pro Rio, já impediram o início das minhas aulas (por causa da gripe suína), já tive o meu primeiro "pt" em presença casperiana, já descobri que minhas aulas vão até dia 18 de dezembro com um bônus de 4 aulas de sábado (por causa da gripe suína), e por aí vai.
Mas o mais importante: vi muitos filmes, os quais vou comentar agora.

- Foi apenas um sonho: sinceramente? Preferia que Leonardo di Caprio e Kate Winslet nunca tivessem se encontrado (Titanic), quanto mais reencontrado. O filme é sem pé nem cabeça, muito monótono e com um final "ahn? é isso?". Mas acho que ele é o tipo de filme "ame-me ou deixe-me". Eu deixo. 1 estrelinha
- Vicky Cristina Barcelona: não sou muito fã do Woody Allen, mas até que esse filme é bom. Adoro filmes com aquela mistura maluca de línguas - principalmente quando é espanhol e inglês - e gostei muito da interação entre Penélope Cruz, Javier Bardem e Scarlett Johansson. A história poderia ser mais bem elaborada, mas ela é a marca registrada do diretor/roteirista. 3 estrelinhas
- Vestida para casar: para mim, Katherine Heigl é a eterna Dra. Izzie Stevens (Grey's Anatomy). Nesse caso, a personagem caiu muito bem para ela. A menina que quer casar e fica planejando todos os mínimos detalhes de um casamento sem ter um pretendente. É bem água com açúcar, mas arranca boas risadas. 3 estrelinhas
- Noivas em guerra: esperava mais desse filme. Anne Hathaway e Kate Hudson combinaram muito bem em cena, mas achava que ia ser mais engraçado do que foi. Sem contar que o próprio trailer oficial é a síntese dos momentos mais engraçados do filme, o que faz com que o espectador espere mais cenas como aquelas, o que não acontece. (nota: para quem não quer casar, estou vendo muito filmes sobre o assunto) 3 estrelinhas
- Na natureza selvagem: AMEI! Adoro Emile Hirsch desde seu dèbut em Meninos de Deus e a cada filme que ele faz eu só me impressiono mais ainda. A história é incrível e o jeito como ele interpreta é fantástico. Além disso, somos presenteados com uma trilha sonora original feita por Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) que deixa o filme ainda melhor. Altamente recomendado, mas prepare-se para chorar. 5 estrelinhas!
- A Era do Gelo 3: não poderia faltar. Muito engraçado, dublagens bem adaptadas aos personagens, mas ainda assim acho o 2 o mais engraçado de todos. Destaque, como sempre, para o Sid. 4 estrelinhas
- Inimigos Públicos: até ver esse filme tinha dito que Quem quer ser um milionário? era realmente o melhor do ano. Pela primeira vez eu retiro o que disse, e ainda acho que vou retirar mais uma vez até o final do ano. O filme é impecável! Johhny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard e todos os outros atores fazem um elenco maravilhoso, além de um roteiro muito bom. A trilha sonora também é muito bonita e sempre colocada nos momentos certos. Altamente recomendado (como todos os filmes do Johnny Depp). 5 estrelinhas!

Além desses filmes, vi dois trailers que me deixaram empolgadíssima.

O primeiro foi Alice in Wonderland, que dispensa qualquer comentário a partir do momento que se fala o diretor (Tim Burton) e o elenco (Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway). Não vejo a hora de assistir esse filme! -
estreia prevista para abril de 2010.

O segundo foi The imaginarium of Doctor Parnassus, último filme de Heath Ledger. Dirigido por Terry Gilliam (Irmãos Grimm), o filme ainda conta com Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law, no mesmo papel de Heath Ledger (Doctor Parnassus), que não completou as filmagens antes de morrer, em janeiro de 2008. -
ainda sem data de estreia no Brasil.

Quinta estou de volta a solo paulistano e pretendo não sair de lá pelo menos até o feriado de 7 de setembro.
Amava a gripe suína, mas agora passei a odiar. No total serão 45 dias de férias, além de 2 semanas dezembro a dentro de aulas não programadas, arruinando as minhas férias em Nova York.

livro da semana: a midsummer night's dream (william shakespeare)
mc solaar - la belle et le bad boy
(rap francês muito bom do series finale de Sex and the City)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Destruindo minha infância

Obs: Este post contém spoilers sobre o filme Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Se você ainda não viu o filme e não quer saber o que rola nele porque senão vai se matar, nem continue. Se você continuar e ao final se matar, nem ouse deixar um bilhetinho me culpando.


A cada filme que é lançado eu tento me recompor, esquecer que sou uma fã alucinada pelos livros e completamente contra os filmes, para ser capaz de fazer uma análise no mínimo válida sobre o novo filme. Sempre dá certo... até os 5 minutos iniciais. Não acho que seja impossível entender o essencial da trama sem ter lido os livros e não defendo a morte de todos os diretores, mas existem avaliações e avaliações, cada uma diferente da outra de acordo com o ponto explorado. Vamos a elas.

Partindo do fato de que é um filme, independente de ser baseado em um livro com história anterior e posterior, tem-se algo que, a meu ver, não funciona. O roteiro é pobre, repleto de distrações banais e que não envolve o espectador em momento nenhum. E não falo só por mim. A maior parte das pessoas com quem conversei teve a mesma impressão: de que ele não tem nenhum recurso para prender e estimular a continuação. Não tem nada de excepcional além de alguns efeitos especiais, mas nada que não se ache num Missão Impossível da vida. É claro que, comparado a Harry Potter e o Cálice de Fogo, esse filme é um primor cinematográfico e deveria ser indicado ao Oscar.

Partindo do fato de que existem pessoas que NÃO LERAM OS LIVROS, uma avaliação que eu não posso fazer, portanto deixo aqui comentários de quem se enquadra nesse meio. Não é que fica impossível entender a história sem ler os livros, mas muita coisa que dá a verdadeira graça de Harry Potter acaba perdida no meio do nada. Minha mãe, uma não-leitora, fica muito tempo para entender o que realmente está acontecendo. E sem piadinhas do tipo "então sua mãe que é burra", porque não é essa a questão. Existem muitas coisas que são descartadas em detrimento de banalidades que ganham destaque a partir da justificativa de que "dão uma quebrada na atmosfera sombria e pesada do filme". Uma das partes ilustrativas desse fato é a cena da caverna. Na cabeça de um não-leitor é uma caverna e pronto, nada de mais a respeito dela, coisa que os leitores sabem não ser verdade. Saber o que tem de especial na caverna pode ser um mero detalhe nesse filme, mas acho importante para o próximo, pois tenho a certeza de que vai parecer que o Harry está caçando Horcruxes a esmo, chutando locais e objetos que dão certo por pura coincidência. Mas na verdade, ele tem que associar os locais e objetos que foram importantes durante a vida de Tom Riddle e que se conectam a eventos que ele (Voldemort) considerou essenciais. Como no caso do diário que preservava a memória de Riddle aos 16 anos (ainda aluno em Hogwarts), implantado dentro da Câmara Secreta, que era um local importante pelo fato de ele ser o herdeiro de Salazar Slytherin. São coisas aparentemente banais, mas que ajudam a entender o rumo que a história vai tomar e que, quando descartadas, tiram a importância dos fatos seguintes.

Por último, partindo do fato de que é um filme baseado em um livro, vamos ao tópico mais longo do post:

Primeiramente, eu não concordo 100% com o que as pessoas dizem sobre adaptações. Já li livros muito bons cuja adaptação ficou boa, assim como já vi filmes melhores que o livro. Claro que nem sempre é isso que acontece, mas cito o meu exemplo por excelência que é Memórias de uma Gueixa, cujo filme é tão bom quanto o livro. Ainda no quesito adaptações, não acho filmes longos "um saco" - e cito aqui a versão que Kenneth Branagh fez de Hamlet, que tem 242 minutos de duração, pois não corta nenhum diálogo da peça e é excelente -, mas o problema de filmes longos é que ele não agradam a maioria.

Depois disso vem a própria autora. Nunca ninguém me ouviu elogiar J.K. Rowling por ser uma boa escritora. Existe uma grande diferença entre criar uma boa história e boas técnicas de redação. Nunca achei Harry Potter digno de algum prêmio literário e avalio isso a partir do original, porque também não adianta nada ler uma tradução feita por uma pessoa completamente incompetente - vulgo Lia Wyler - e dizer que A Rowling que é uma péssima escritora. Mas isso também não dá status a ela de primor da literatura inglesa, pois nem mesmo em inglês a história é bem apresentada. Bom, tendo comprovado que ela não é uma escritora incrível, posso passar ao fato de que MESMO ASSIM ela criou uma história muito engenhosa e intrigante, talvez a melhor dos últimos tempos, e acho que esse mérito não deve ser tirado dela. É uma coisa fascinante ler tudo a primeira vez e depois reler para perceber e entender milhares de pistas deixadas ao longo dos livros.

Tempo: por causa da preocupação com o tempo de filme, o roteiro acaba descartando coisas que, a meu ver, são impossíveis de ser recuperadas. Um exemplo desse último filme é a Capa da Invisibilidade. Ela aparece uma única vez, na cena do trem, quando o Harry vai espionar Draco Malfoy e, após isso, é completamente esquecida ao longo do filme, o que não acontece na narrativa. A cena em que Harry escuta Draco e Snape discutindo, além da cena da caverna com Dumbledore, no original são com a capa. Além disso, Dumbledore, logo nos primeiros capítulos de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, recomenda que Harry SEMPRE ande com sua capa, mesmo dentro da escola. Isso é uma pista para a importância que ela adquire no próximo livro e eu acredito que a omissão dessa importância durante o filme transforma a capa em um simples detalhe passível de esquecimento. Se eles tivessem colocado a Capa da Invisibilidade nessas duas cenas, quanto tempo deveriam ter "perdido"? No máximo dois minutos, o que iria entediar todos os fãs já que 2h30' são toleráveis, mas 2h32' não.
Como não quero me estender muito mais nesse tópico, vou apenas citar algumas mudanças que me irritaram: o fato de Dumbledore poder aparatar de dentro da escola, ao invés de ter que ir até Hogsmeade (bem malandrinho, não?); o Harry pegando na varinha de Dumbledore no escritório ficou meio "Prestem atenção na varinha, ela ainda será muito importante"; e depois que o mundo descobriu a quem Snape era realmente leal, ele passou a ser pintado como bonzinho o que não é verdade e, na cena após o assassinato de Dumbledore ele fica claramente atordoado, deixando o posicionamento dele evidente demais.

Para concluir, vou comentar algumas coisas inúteis que são abordadas e dar dicas de outras coisas que poderiam ter sido mais relevantes: já que não teve nada da conversa entre Dumbledore e os Dursley (quem?) poderiam ao menos ter colocado os dois saindo da casa em Little Whinging e poupado meus olhos daquela cena ridícula e desnecessária com a garçonete; ao invés de valorizar todos aqueles romancezinhos de adolescente (motel Hogwarts), deveriam colocar Fleur/Gui ou Tonks/Lupin já que o Gui se arrebenta todo por causa do Fenrir Greyback (além de se casar logo no início do sétimo livro) e o segundo casal morre na batalha de Hogwarts; por que mostrar o que o Draco estava fazendo? Poderiam ter poupado no mínimo 10 minutos de filme que seriam facilmente substituídos por qualquer outra coisa relevante, como a conversa de Harry com Rufus Scrimgeour ou a conversa de Cornelius Fudge com o Primeiro-ministro trouxa.

Bom, não tenho pretensões de fazer um filme, mas acho que quem os faz poderia se empenhar um pouco mais para não arruinar a minha imaginação de infância/adolescência.


livro da semana: as memórias do livro (geraldine brooks)
coldplay - violet hill

terça-feira, 14 de julho de 2009

A saga

. Hoje eu tive uma inspiração para fazer um post sobre o assunto da semana: a estréia de Harry Potter and the Half-Blood Prince.
. Antes de mais nada, quero deixar claro que eu sempre fui fã alucinada dos livros do Harry Potter: comecei a ler quando fiz 11 anos, esperei a coruja trazer uma carta para mim, lia e escrevia fanfics, comprava os livros em inglês para poder ler antes dos spoilers saírem, etc. Mas nunca gostei dos filmes, porque desde o primeiro eu tive a maior decepção do mundo: naquela parte dos obstáculos que o Harry passa para chegar na pedra filosofal tem a sala do Snape, que tinha um enigma e um monte de poções, sendo que só uma levava para a próxima sala; pois bem, essa sempre foi a minha parte favorita do livro e eu estava doida para saber como eles tinham feito no filme e, adivinhem só, nunca pude saber, porque foi a ÚNICA cena cortada. Eis o motivo da minha revolta.
. Mais na frente, n'O Cálice de Fogo, eu queria muito ver o super jogo da final do Campeonato de Quadribol, aí me aparece o Vítor Krum acenando ao entrar em campo e corta para a comemoração pós-partida. Eu quase tive um ataque dentro do cinema.
. Bom, com toda essa empolgação mundial para a estréia desse filme, eu sou uma das poucas pessoas que não tem vontade alguma de assistir. Sei que vou me irritar, vou arranjar todos os defeitos do mundo, vou xingar a mãe do diretor, porque sempre foi assim. Desde A Câmara Secreta eu digo que não vou mais assistir a estréia, mas nunca consigo cumprir e passo as 2 horas de filme me contorcendo de ódio. E esse ano isso não deve ser diferente, porque minha mãe vai me arrastar para o cinema.
. Revoltas à parte, vamos ao ponto principal do post.
. Como contei previamente, sempre amei Harry Potter, mas para mim toda loucura tem limite. Acho completamente sem noção as pessoas se fantasiarem para ver um filme, ou ainda - que eu acho muito pior -, gritarem e baterem palmas, como se estivessem num show, ou numa peça. Não consigo entender mesmo.
. Sei que estão todos empolgados, felizes e tudo, mas acho que existe um certo limite que deveria impedir esse tipo de reação. Se você está na sala de casa é uma coisa - eu mesma morro de gritar e fazer bizarrices quando vejo um filme do Johnny Depp -, mas eu faço isso sozinha. Têm pessoas que não conseguem assistir um filme no meio do barulho e não adianta vir com papo de, "Ah, então escolha as próximas sessões, que são mais calmas", porque acho que todos tem o direito de se sentirem confortáveis ao frequentarem um cinema. Cabe a cada espectador saber o limite da sua empolgação, sem que ela afete a diversão dos outros.

. Fora isso, minha férias vão chegando ao final e eu acabei de ver Pushing Daisies. Ainda não me conformo com o cancelamento da série, mas fazer o quê?


the beatles - i am the walrus

quinta-feira, 9 de julho de 2009

six feet under

Acabou!
Ontem eu vi o último episódio da melhor série de todos os tempos: Six Feet Under.

Não lembro quem me indicou, mas quando eu vi que tinham 4 temporadas de 5 na biblioteca da Cásper, nem pensei duas vezes antes de começar. Desde o primeiro episódio eu me encantei com os personagens e até me indentifiquei com algumas situações.
Minha mãe alugou Across the Universe, que eu quero ver há um tempão, mas quando cheguei no episódio 9 (quando o Nate morre), não consegui mais parar de ver e acabei deixando o filme de lado, mas ainda devo ver hoje.
O último episódio é maravilhoso, muito bem feito e a última música muito bem escolhida e adequada, o que só mostra que a série mandou a sua mensagem. A história foi bem desenvolvida, os atores são excelentes e muito bem adequados para os papéis que construíram ao longo de cinco temporadas.
Com certeza é o seriado TOP 1 da minha lista de recomendações. Vale muito a pena.


sia - breathe me

domingo, 5 de julho de 2009

andamento.

Balanço geral da primeira semana de férias:

Finalmente fiz minha "mudança" na segunda e, depois de dois anos de São Paulo, vou cumprir com as expectativas iniciais de morar em um apartamento. Depois da mudança, fizemos um pit-stop completamente alcóolatra na casa da Flávia, regado a vodka e bafões.
Viajei para o Rio na terça e já comecei a cumprir uma das minhas metas de férias: colocar os seriados em dia. Uma semana de House, que me rendeu o primeiro choro compulsivo da série (em 5 temporadas nunca tive motivos pra chorar), mas [spoiler] chorei horrores com a morte do Kutner e depois acabei chorando também com o casamento do Chase com a Cameron.
Assisti O Leitor, que eu achei muito bom, embora demore muito para que a história em si comece a se desenvolver. Tentei assistir 007 - Quantum of Solace, mas a primeira hora é muito chata e eu acabei desistindo - para eu desistir de assistir um filme, tem que ser MUITO chato.
Despertei mais um instinto assassino, mas com uma pessoa diferente: Roberto Carlos, o "so called" Rei. Graças ao show que ele vai fazer semana que vem no Maracanã, o estádio foi fechado e o jogo Flamengo x Vitória, transferido para o sábado (ontem), no Engenhão. Pelo menos a ilustre presença do meu coleguinha Bruno - aka Murilo - me deixou mais feliz, mas mesmo assim eu concluí que odeio o Engenhão. Ser flamenguista é bem sofrido, mas no final é bom; mesmo o jogo tendo sido um pouco monótono, estamos no G4.
A única coisa que ainda convém comentar sobre a semana, é que ela teve uma trilha sonora bem peculiar: Kalluri Vaanil, do Prabhu Deva, mais conhecida como Rivaldo sai desse lago - deixo o link para quem não sabe do que eu estou falando.

Espero que hoje a minha mãe me leve para comer comida japonesa. Iria fechar a minha semana muito bem.


pete yorn - lose you

quinta-feira, 2 de julho de 2009

férias antecipadas.

Eis a vida que eu quero ter ao longo desse mês de julho. Sem contar os seriados e filmes que eu vou colocar em dia.
Viva a gripe suína! E viva as férias antecipadas!

Nada melhor do que um mês sem responsabilidades para esquecer das bizarrices que têm rolado em São Paulo - just for the record: bizarrices que eu não vivo sem.



seu jorge - carolina


*a foto acima foi tirada pela minha pessoa, para o trabalho de Fotojornalismo, que ficou lindo e, mesmo assim, eu tirei 7,5.

sábado, 27 de junho de 2009

semiótica nas fanfics (ahn?)

Para aqueles corajosos e inúteis de plantão, ou até mesmo curiosos e intelectuais com sede de aprendizado, posto aqui o link do meu trabalho de Teoria da Comunicação, no qual eu e mais duas amigas casperianas fizemos uma Análise Semiótica dos Sites de Comunidades Fanfic.
Para aqueles que não sabem o que é semiótica (até hoje eu não sei), não sabem o que é fanfic (isso eu sei desde pequena) ou não entenderam qual a relação de um com o outro (quê?), vale a pena conferir o histórico de cada item e, se não tiver mais nada para fazer, ler a análise.

Gripe suína na Cásper! Férias antecipadas! Prova do CC adiada! Mudança antecipada!
Viva a gripe suína!

Morte do Michael ainda é surreal para mim. Queria muito ir para Londres ver o show. Bad.

Fim do espanhol! Nem sei o quanto eu me sinto feliz por isso. Mais um diploma de idioma avançado.


michael jackson - smooth criminal

quarta-feira, 24 de junho de 2009

para emoldurar.

As releituras de William Shakespeare na Idade Contemporânea


William Shakespeare foi um dramaturgo e poeta britânico que viveu entre 1564 e 1616. Suas 38 peças que chegaram até nós foram traduzidas para diversos idiomas e, até hoje, são as mais encenadas em todo o mundo. Devido a sua grande popularidade, principalmente de Romeu e Julieta e Hamlet, são muitos os veículos – televisão, teatro, rádio, literatura - que se aproveitam dos temas para fazer adaptações que possibilitam a reinvenção de Shakespeare por gerações com diferentes pontos de vista.

“... ele não é de um século, senão de todos os tempos”, disse Ben Jonson, amigo de Shakespeare. Essa afirmação mostra que não somente hoje, mas antes mesmo de ser consagrado como o maior escritor da língua inglesa, a capacidade do dramaturgo de expor temas universais e discorrer sobre eles, sem se restringir a uma única situação, já havia sido reconhecida. O que nos leva a explicar o porquê dessa contemporaneidade tão evidente.

Northrop Frye, em seu livro Sobre Shakespeare, afirma que existem dois lados passíveis de avaliação: o primeiro é o que ele chamou de lado histórico, no qual temos um conjunto de escritores, dramaturgos e poetas do período elisabetano em Londres, fazendo literatura para aqueles que lá viviam; o segundo é o do escritor que dialoga com os tempos modernos, sem precisar de atualizações constantes. Ele ainda lembra que, para não perder o foco dessa avaliação, é preciso sempre ter em mente o lado histórico, com o intuito de nos relembrar que ele pertence ao século XVI.

Harold Bloom explica essa atualidade acidental dizendo que, “antes de Shakespeare, os personagens literários são relativamente imutáveis (...) Em Shakespeare, os personagens não se revelam, mas se desenvolvem, e o fazem porque têm a capacidade de se auto-recriarem”. Há um novo jeito de construir estórias de amor, tragédia e comédia, inserido no contexto de uma sociedade diferente, mas tão restrita quanto a nossa. A influência de figuras como Hamlet, Lady Macbeth, Otelo, Romeu, Julieta e Ofélia na literatura pós-shakespeariana é facilmente notada, assim como no dia-a-dia das pessoas que conhecem as obras. “Depois de Jesus, Hamlet é a figura mais citada no Ocidente; ninguém roga-lhe (sic) graças, mas ninguém pode ignorá-lo por muito tempo (Bloom, Shakespeare: a invenção do humano)

A personalidade, uma invenção shakespeariana, é o marco de sua originalidade, mas também o principal motivo para que ele ainda esteja presente em um mundo tão moderno quanto o do século XX. No início da Idade Moderna, o Oxford English Dictionary foi editado, adotando neologismos como novas palavras, sendo Shakespeare o autor, e Hamlet o personagem fictício mais citados.

A nossa educação é completamente baseada nos trabalhos do dramaturgo, mesmo quando estudamos críticos e literatos que questionam a originalidade e a reputação dele, pois eles próprios possuem uma visão íntima da sociedade shakespeariana. Há uma constante necessidade em revisitar William Shakespeare devido a sua capacidade de nos apresentar o mundo tal como ele é considerado relevante pela humanidade. Todas as ideias que o homem tem sobre sua constituição são atribuídas a ele. O que nos faz ler suas obras com certa cautela e em um nível diferente ao de qualquer outro tipo de literatura. “Pagamos caro pelo que obtemos de Shakespeare” (Bloom)

O renascimento das obras shakespearianas se deu como o início do Romantismo (final do século XVIII), quando os novos artistas da época se identificaram com a pathos – palavra grega que significa paixão – e a grandeza de seu trabalho no mundo moderno.

De acordo com Jan Kott, autor do livro Shakespeare: nosso contemporâneo, deve-se estabelecer “uma sincronia entre a perspectiva existencialista e o desencanto de Shakespeare com sua própria época, reordenando o corpo da obra de modo a enfatizar aspectos estruturais e sintetizar, em algumas cenas chaves ou em planos cinematográficos decisivos, um Shakespeare que falasse àquela contemporaneidade”.

Tenhamos como exemplo o filme Hamlet (2000), dirigido por Michael Almereyda. A história se passa não mais em no reino bucólico e distante da Dinamarca, mas sim em Nova Iorque, ressaltando o cenário pós-moderno que presenciamos. A peça é a mesma, apenas há uma adaptação para os nossos dias com a mudança das roupas, embora o texto ainda seja exatamente o mesmo do período em que foi escrito, combinando o moderno com o arcaico. Todas as cenas de luta e morte são representadas sem piedade, tal como no original, mas adiciona-se a isso um plano de fundo high-tech e claramente contemporâneo.

O filme mostra que essas questões trágicas não são difíceis de serem encontradas numa sociedade em pleno ano 2000. “A narrativa está vinculada não somente as personagens e suas ações, mas também a sua manipulação com a tecnologia”. (Paula Puhl, Hamlet: um estudo hermenêutico na pós-modernidade)

As modificações que tornam o filme possível, não modificam a essência dramática da obra, mas adicionam um “mundo verdadeiro” num cenário atual. A ideologia que Shakespeare tinha ao escrever Hamlet não foi perdida por conta das inúmeras adaptações cinematográficas ou traduções. “O verdadeiro valor é que seus temas continuam vivos, abertos, se atualizando através do tempo, e consequentemente são objeto de inúmeras interpretações e reinterpretações”. (Paula Puhl)

A tragédia do príncipe da Dinamarca é rodeada de “problemas insolúveis e perguntas irrespondíveis” tornando a peça completamente sufocante para os próprios personagens. Esses conflitos e o desfecho da trama – com a ascensão de Fortimbrás ao trono da Dinamarca -, que dão forma aos círculos vingativos norteadores da estória, “neutralizam a sensação de restauração do equilíbrio moral, que – via de regra - é supostamente alcançada pela vingança”. (Frye)

Enquanto isso, a outra obra clássica de Shakespeare, Romeu e Julieta, considerada a história de amor por excelência, pode ser avaliada a partir da visão antiga em comparação com a visão moderna do amor. Existiam diversos rituais complexos em torno de um relacionamento amoroso, durante a Idade Média. O mais convencional era o culto ao amor cortês, no qual um homem caía numa armadilha preparada pelo Deus do Amor – Eros ou Cupido – sendo obrigado a cortejar uma mulher, por conta de seu estado involuntário de paixão. A mulher, então, desprezava seu amor e forçava o homem a recorrer ao seu lado romântico, com poesias e serenatas.

Não há uma ligação desse amor ao casamento, o que é diferente do que se vê nos tempos modernos, onde os casais apaixonados devem selar sua união. Há toda uma descrição da mudança de comportamento dos personagens quando se conhecem, principalmente no caso de Julieta. Não é diferente do que ocorre com uma paixão moderna, mas ainda assim não há a necessidade direta de uma união conjugal.

Em seu livro Ironias da Modernidade, Arthur Nestrovski declara que Macbeth é o personagem mais atual de William Shakespeare e “há três séculos e meio fala diretamente a cada época”. Para basear-se ele usa o ensaio General Macbeth, de Mary McCarthy – considerado equivocado – no qual uma das poucas coisas acertadas que ela afirma é “de todas as personagens shakespearianas, Macbeth nos parece o mais atual, o único que nós poderíamos muito bem imaginar vestindo um uniforme militar moderno, ou calças de brim e uma camisa esporte”. (1962)

Ele afirma que é compreensível que cada geração encontre em Shakespeare as respostas de suas próprias indagações, já que nossa cultura se confunde tão explicitamente com a do período elisabetano. O foco central da pesquisa é, novamente, o casamento. “O que é, na verdade, esse casamento entre Macbeth e Lady Macbeth?”

Há um “entendimento silencioso” entre os dois, que sustenta o casamento: a falta de filhos, o plano do assassínio do rei e a relação que a mulher tem com as bruxas. Macbeth passa a impressão de que o relacionamento entre um homem e uma mulher não é nada mais que um pacto silencioso, uma cumplicidade e isso é uma condição natural da união, o que acaba mais uma vez mostrando a atualidade dos temas shakespearianos.

Shakespeare foi capaz de entender a sociedade em que vivia, assim como entendeu o teatro e, juntando ambos, escreveu sobre tudo o que a humanidade representa em qual quer situação, ou em qualquer época. “Nunca há alguma coisa externa às suas peças que ele queira ‘dizer’ ou sobre a queira falar dentro das peças” (Frye).

O mundo em que vivemos está em constante mudança, o que torna possível o retorno de assuntos e perguntas, aparentemente respondidos em uma outra situação, que acabando sendo suscetíveis a novas indagações e respostas. Se Shakespeare escreveu sobre tudo e as criações da sociedade moderna giram em torno dele – inclusive o termo Bardolatria foi criado para designar a devoção a Shakespeare -, nada mais justo do que a reinvenção e constante adaptação de todos os assuntos, de acordo com a necessidade de cada cultura e cada geração.



E no final, tinha assim:
"Eclético, criativo e intensamente interessante. Parabéns" - seguido de um 10,0.


livro da semana: o morro dos ventos uivantes (emily brönte)
the kooks - mr. maker

terça-feira, 9 de junho de 2009

balanço

- Festinhas na casa do Murilo comandando a sexta-feira da galera e rendendo ALTAS piadas e PÉSSIMAS fotos.
- Cervejada foi boa, mas não aproveitei tanto quanto poderia.
- Entreguei um trabalho horroroso hoje, que eu poderia ter feito muito melhor.
- O frio tá me matando. Eu fico com crise de asma e de sinusite simultaneamente, além dos meus músculos se contrairem do nada e me deixarem com MUITA dor.
- Faltam 2 dias para o JUCA, embora eu não esteja nem um pouco empolgada com o fato de ter que sair do alojamento todas as vezes que quiser uma cerveja ou uma água.
- Preciso de um saco de dormir para o JUCA.
- Ainda faltam pelo menos uns 15 trabalhos para fazer.
- Descobri um jeito de não reprovar por falta no espanhol.




celine dion - falling into you